Ide e Pregai

O Documentário é um resumo da história das Assembléias de Deus no Brasil a começar pela chegada dos missionários e pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren, em Belém do Pará.

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O Espelho dos Mártires

O Documentário relata em detalhe o modo de vida e as persiguições que sofreram os cristão primitivos e como foram martirizados os Apóstolos de Cristo.

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Filme ´180`: 33 minutos que mudarão sua opinião sobre o aborto

O Ministério Living Waters, dos Estados Unidos, produziu recentemente um documentário impactante e fantástico sobre o aborto. O filme traz como título ‘180’ e instiga as pessoas a mudarem de opinião sobre o aborto e outras questões bíblicas.

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Qualificações dos Presbíteros: Apegado à Palavra Fiel 22 (Final)

>> quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem. Tt 1:9

Introdução

Calvino começa o comentário em Tito 1:9 assim: "Este é o principal dom em um bispo, que é eleito principalmente por causa do ensino; porque a Igreja não pode ser governada de qualquer outro modo que não seja pela Palavra". De fato, os presbíteros em uma igreja devem ser os despenseiros da Palavra de Deus, a serviço do Espírito Santo para edificação do Corpo de Cristo.

Grego

Em Tito αντεχομαι - antechomai

Strongs
- apegado - apegar-se com firmeza; unir-se a alguém ou algo, prestando cuidadosa atênção ao mesmo /

Rienecker e Rogers
- apegado - reter, suster. A preposição prefixada parece envolver uma leve idéia de reter algo contra alguém hostil. Esta idéia, no entanto, passa para a de "firme aplicação".

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.
Nova Versão Internacional(NVI)e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela.
Almeida Revista e Corrigida(ARC)retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)Deve se manter firme na mensagem que merece confiança e que está de acordo com a doutrina. Assim ele poderá animar os outros com o verdadeiro ensinamento e também mostrar o erro dos que são contra esse ensinamento.
Tradução Brasileira(TB)sempre mantendo a palavra fiel que é segundo a doutrina, a fim de poder exortar na sã doutrina e convencer aos que contradizem.

Comentários

Broadman – As boas credenciais pedagógicas dos presbíteros-bispos servem a dois propósitos: (1) a pregação da sã doutrina e (2) a refutação daqueles que a contradizem. Ao longo das pastorais Paulo enfatiza a importância do ensino correto e sadio. O ensino sempre desempenha um papel essencial na missão cristã. (...) O pregador competente também será capaz de refutar os oponentes. A palavra traduzida por "convencer" significa tanto "expor" quanto "convencer" (veja em 1 Tm 5:20; 2 Tm 4:2). A história da igreja mostra a necessidade tanto de instrução positiva quanto defesa. Quanto melhor a primeira, menor a necessidade da segunda.
D. A. Carson (-)
Jamieson, Fausset e Brown (-)
João Calvino Apegado à palavra fiel. Este é o principal dom em um bispo, que é eleito principalmente por causa do ensino; porque a Igreja não pode ser governada de qualquer outro modo que não seja pela Palavra. "A palavra fiel" é o título que ele dá àquela doutrina que é pura e que procedeu da boca de Deus. Ele deseja que um bispo a agarre firmemente, para que não seja só bem instruído nela, mas que seja constante em mantê-la. Há algumas pessoas volúveis que facilmente se deixam levar por vários tipos de doutrina; enquanto outros são subjugados pelo medo, ou movidos por qualquer circunstância a abandonar a defesa da verdade. Paulo ordena então que sejam escolhidas pessoas que, depois de terem abraçado a verdade de Deus cordialmente, e segurando firmemente nela, nunca permitam ser arrancados ou afastados dela. E, realmente, nada é mais perigoso do que aquela inconstância de qual falei, quando um pastor não adere firmemente àquela doutrina da qual ele deveria ser o defensor inabalável. Em resumo, em um pastor é exigido não só conhecimento, mas tal zelo pela sã doutrina que o leva a nunca se afastar dela.

Mas o que significa de acordo com a instrução ou doutrina? O significado é aquilo que é útil para a edificação da Igreja; pois Paulo não costuma a dar o nome de "doutrina" a qualquer coisa que é aprendida e conhecida sem promover qualquer avanço da piedade; mas, pelo contrário, ele condena como vãs e improdutivas todas as especulações que não rendem nenhuma vantagem, independentemente de quão engenhosas elas em outros aspectos. Assim, "ou o que ensina esmere-se no fazê-lo", ou seja, trabalhe para fazer bem aos ouvintes (Rm 12:7). Em resumo, a primeira coisa requerida em um pastor é que ele seja bem instruído no conhecimento da sã doutrina; a segunda é, que, com firme coragem, sem vacilar, ele mantenha-se apegado a essa confissão até o fim; e a terceira é, que ele faça com que a maneira dele ensinar produza edificação, e que ele não, por causa de ambição, voe sobre as sutilezas da frívola curiosidade, mas busque apenas o sólido proveito da Igreja.

De modo que tenha poder. O pastor deveria ter duas vozes: uma para juntar as ovelhas; e outra, para repelir e afugentar lobos e ladrões. A Bíblia supre os meios para que ele faça ambos; porque aquele que estiver profundamente qualificado na Palavra será capaz tanto de governar aqueles que são ensináveis quanto refutar os inimigos da verdade. Este uso duplo da Bíblia, Paulo descreve quando ele diz que ele teria poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem. E portanto aprendamos, primeiramente, qual é o verdadeiro conhecimento de um bispo, e, em seguida, com que propósito deveria ser aplicado. O bispo que possui a fé correta é verdadeiramente sábio; e ele utiliza propriamente o conhecimento dele, quando ele o aplica para a edificação das pessoas. Este é um notável aplauso concedido à palavra de Deus, quando ela é pronunciada como suficiente, não só para governar o educável, mas para subjugar a obstinação dos inimigos. E, realmente, o poder de verdade revelada de Deus é tal que derrota todas as falsidades facilmente.
John Gill Apegado à Palavra fiel - A doutrina do Evangelho, assim chamada porque é a verdade, e deve ser crida; é a palavra da verdade, e a própria verdade. (...) e isso deve não só ser pregado pelo presbítero, mas ser agarrado, e tenazmente conservado; em oposição a toda a indecisão, afastamento, queda ou ocultamento de qualquer parte dela e covardia em relação a ela; sejam quais forem as tentações, por aplauso popular por um lado, e repreensões e perseguições por outro; e mesmo que hajam muitos que queiram arrancá-la das suas mãos; veja 2 Tm 1:13.

"segundo a doutrina" quer dizer, de acordo com a doutrina da Bíblia, de Cristo e dos seus apóstolos; (...)

para que ele seja capaz, através da sã doutrina, de exortar e convencer os contradizentes; sã doutrina é a palavra fiel, as palavras sadias de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo retidas, qualificam um ancião para se desincumbir das seguintes ramificações do seu ofício: "exortar" os membros da igreja aos seus deveres, de acordo com a sua idade, sexo, estado e condição, como no capítulo 2 para os quais as doutrinas da graça influenciam e envolvem; (...) e a outra parte do seu trabalho que é convencer os contradizentes. Aquele que resiste à verdade, opõe-se a ela, criam sofismas sobre ela e a contestam; estes devem ser remoldados e convencidos pela Bíblia, e por argumentos extraídos dela, como os judeus foram por Apolo (At 18:28); e nada é tão poderoso para fazer isso do que a sã doutrina e a afirmação na palavra fiel.
John MacArthur Sã doutrina bíblica não somente deve ser ensinada mas também agarrada com profunda convicção (cf. 1 Tm 4:6; 5:17; 2 Tm 2:15; 3:16,17; 4:2-4). Exortar e convencer - O ensino fiel e a defesa das Escrituras que encoraja a piedade e confronta o pecado e o erro (aqueles que contradizem).
Matthew Henry (1.) Eis o dever: Apegar-se firmemente à palavra fiel, como ele foi ensinado, mantendo-se junto da doutrina de Cristo, a palavra da Sua graça, aderindo firmemente de acordo com as instruções recebidas - mantendo firmes sua própria convicção e profissão, e ensinando a outros. (...)

(2.) Eis a finalidade: Que ele seja capaz, pela sã doutrina, tanto a exortar quanto a convencer os contradizentes, persuadindo e atraindo outros à verdadeira fé, e convencendo os que se posicionam contra. Como ele poderia fazer isso se ele mesmo fosse inseguro ou instável, não agarrando-se firmemente à palavra fiel e sã doutrina que deveriam ser o tema deste ensino, e os meios e fundamentos de convencimento daqueles que se opõem à verdade? Nós vemos aqui resumido o grande trabalho do ministério - exortar aqueles que estão dispostos a saber e cumprir o seu dever e convencer aqueles que contradizem, o que é feito através da sã doutrina, quer dizer, de um modo instrutivo racional, pelas Escrituras - argumentos e testemunhos que são as palavras infalíveis da verdade - nas quais todos deveriam descansar e estar satisfeitos e decididos.
New American Commentary Que ele deve ser "apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina" constitui a base da função doutrinal do presbítero como mestre e apologista do evangelho. (...) O presbítero "agarrar-se firmemente" ao ensino bíblico ortodoxo. Entretanto, manter crenças ou doutrinas corretas não é o bastante. Duas funções básicas do papel do ancião na igreja emanam da própria devoção pessoal dele à verdade da Palavra de Deus. (...) Do seu conhecimento do "ensino" apostólico (i.e., a "palavra fiel"), o ancião deve "encorajar" os crentes com a sã doutrina, ou seja, ensinando aquilo que não foi contaminado com erro. Esta função do presbítero necessariamente requer que ele seja um "estudioso da Palavra", pronto a aprender e disposto a comunicar o que aprendeu. A segunda função doutrinal do presbítero é que ele "refuta os que contradizem" (i.e., "a palavra fiel"). O verbo grego empregado aqui, elegchein, sugestiona uma dimensão educativa confrontando falsos mestres que contradizem a mensagem do evangelho. O objetivo da refutação do falso ensino não é destruir o oponente mas, ao contrário, restabelecê-lo na "sã doutrina". Isto necessariamente implica em que o falso ensino a que Paulo se refere estava vindo de dentro da igreja , ou seja, daqueles que professaram a fé cristã. Tal situação também exigiria que o presbítero fosse corajoso em sua disposição de confrontar um, assim chamado, irmão em Cristo.
William MacDonald O bispo tem de ser apegado à palavra fiel, isto é, firme na fé. Deve agarrar-se tenazmente às saudáveis doutrinas espirituais ensinadas pelo Senhor Jesus e pelos apóstolos, e preservadas no NT. Só assim ele será capaz tanto de exortar pelo reto ensino como de convencer os que contradizem a verdade.

Conclusão

Esta qualificação mostra o presbítero como um homem que crê profundamente na verdade do Evangelho, conhece muito bem as Escrituras, e daria a própria vida por essa verdade. O presbítero é um homem da Palavra, trabalhado pela Palavra, e que aplica a verdade na vida da congregação. É também um destemido defensor da sã doutrina, contra os ataques que ela sempre sofre por parte do erro e do engano. 

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho

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Qualificações dos Presbíteros: Piedoso 21

>> segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si Tt 1:8

Introdução

Piedoso, santo, devoto, consagrado, dedicado a Deus - todas essas traduções são possíveis aqui. É praticamente auto-explicativo. Trata-se de um homem dedicado a Deus.

Grego

Em Tito οσιοζ - hosios

Strongs
- purificado de pecado, livre de iniqüidade, observando religiosamente cada obrigação moral, santo, puro, piedoso

Rienecker e Rogers
- devoto, santo (v. 1 Tm 2:8)

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)piedoso
Nova Versão Internacional(NVI)consagrado
Almeida Revista e Corrigida(ARC)santo
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)dedicado a Deus
Tradução Brasileira(TB)-

Comentários

Broadman – santo ou devoto (cf. 1 Tm 2:8; 1 Ts 2:10), um homem genuinamente religioso.
D. A. Carson (-)
Jamieson, Fausset e Brown para com Deus.
João Calvino refere-se ao relacionamento com Deus.
John Gill devoto para com Deus, constante em todos os exercícios religiosos privados, na família e na igreja; e vivendo sóbria, correta e piedosamente no mundo.
John MacArthur (-)
Matthew Henry Santo, no que concerne à religião. Alguém que reverencia e louva a Deus, e possui uma conversação espiritual e celestial.
New American Commentary Ele deve ser "santo", comprometido com uma vida especialmente separada para a devoção e o serviço de Deus.
William MacDonald Em sua atitude para com os outros o presbítero deve ser justo. Em relação a Deus, ele deve ser piedoso. E quanto a ele mesmo, deve ter domínio de si.

Conclusão

O presbítero é um homem visivelmente religioso. Sua conversação, seus hábitos, sua disciplina pessoal, demonstram isso. Ele é um homem de oração e da Palavra e é dedicado ao Senhor. Certamente não se esperaria outra coisa em um presbítero.
Próximo Artigo: Apegado à Palavra Fiel

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho 
 

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Qualificações dos Presbíteros: Justo 20

>> sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si Tt 1:8

Introdução

Esta é uma qualificação que faz parte de um trio que aparece no fim da lista de Tito: justo, piedoso e que tem domínio de si. Trata do relacionamento para com os outros homens (justo), para com Deus (piedoso) e para consigo mesmo (tem domínio de si). Só aparece aqui em Tito e aponta para a justiça de uma maneira geral, ao estilo de Rm 13:6-8.

Grego

Em Tito δικαιοζ - dikaios

Strongs
- reto, justo, vituoso; num sentido mais restrito, dar a cada um o que merece e isto em um sentido judicial; emitir um juízo justo em relação aos outros, seja expresso em palavras ou mostrado pelo modo de tratar com eles

Rienecker e Rogers
-

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)justo
Nova Versão Internacional(NVI)justo
Almeida Revista e Corrigida(ARC)justo
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)justo
Tradução Brasileira(TB)justo

Comentários

Broadman – íntegro ou justo (cf. 1 Ts 2:10), já que ele terá que arbitrar disputas entre outros.
D. A. Carson (-)
Jamieson, Fausset e Brown para com os homens.
João Calvino Ele chama de justo, aquele que vive entre os homens sem causar dano a ninguém.
John Gill íntegro nos procedimentos dele com os homens, dando a cada um o que é devido; correto e sincero nas suas conversações com os santos; e fiel nos seus conselhos, admoestações e reprimendas.
John MacArthur (-)
Matthew Henry Justo em coisas que concernentes à vida civil, e retidão moral e eqüidade nos tratamentos, dando a cada um o que é devido.
New American Commentary O presbítero deve ser "justo" ("correto", "íntegro")." Ele deve estar comprometido em fazer o que é certo.
William MacDonald Em sua atitude para com os outros o presbítero deve ser justo. Em relação a Deus, ele deve ser piedoso. E quanto a ele mesmo, deve ter domínio de si.

Conclusão

A palavra aqui não tem o sentido técnico, teológico, ligado à justificação; mas é aquela justiça encontrada no homem correto, equânime, que dá a cada um o que é devido. Trata-se de um cumpridor das leis e que não demonstra preferências e parcialidades. Isso é muito importante porque o líder na igreja atua em grande medida como juiz (1 Co 6:5). Ora, quando um líder comete um erro de julgamento, ainda mais quando parece ser proposital, isso é destrutivo para o corpo e tira completamente a credibilidade dele. Parcialidade, falsidade, injustiça não combinam com a maturidade cristã esperada do presbítero.
Próximo Artigo: Piedoso

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho 

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Qualificações dos Presbíteros: Tem domínio de si 19

>> terça-feira, 13 de dezembro de 2011




antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si Tt 1:8

Introdução

Qualificação muito parecida com temperante, de 1 Timóteo, mas a palavra é outra. Aliás, essa palavra só aparece aqui neste versículo em todo o Novo Testamento. É uma palavra que significa forte, poderoso.

Grego

Em Tito εγκρατηζ - egkrates

Strongs
- forte, robusto, que tem poder sobre, possuído de (algo), que domina, controla, modera, restringe, que se controla, temperado, continente.

Rienecker e Rogers
auto-controle. Significa completo auto-domínio, que controla todos os impulsos apaixonados e mantém a vontade leal à vontade de Deus.

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)que tenha domínio de si
Nova Versão Internacional(NVI)tenha domínio próprio
Almeida Revista e Corrigida(ARC)temperante
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)disciplinado
Tradução Brasileira(TB)que se governe a si mesmo

Comentários

Broadman – (-)
D. A. Carson (-)
Jamieson, Fausset e Brown "Alguém que tem suas paixões, língua, mãos e olhos, sob controle" [Crisóstomo]; "continente".
João Calvino (-)
John Gill no comer e beber; continente nas luxúrias da carne; e até mesmo se privando das coisas que poderiam ser usadas legitimamente, entretanto que não convém, por causa do fraco, da paz da igreja e da glória de Deus.
John MacArthur (-)
Matthew Henry vem de uma palavra que significa força e denota alguém que tem poder sobre seus apetites e afeições, ou, em coisas legítimas, pode, para bons fins, restringir-se e refrear-se.
New American Commentary Ele deve ser "disciplinado" (egkrate). Esta característica final também conclui a lista de frutos do Espírito de Paulo em Gal 5:23. O termo denota "poder de senhorio - sobre a si mesmo ou sobre alguma coisa".
William MacDonald Quanto a ele mesmo, deve ter domínio de si. É a isso que Paulo se referia em Gálatas 5:22-23: "O fruto do Espírito é (...) domínio próprio". Isso significa que a pessoa tem sob controle toda paixão e apetite para obedecer a Cristo. Embora o poder para isso possa vir apenas do Espírito Santo, deve haver disciplina e cooperação da parte do cristão.

Conclusão

Não há muita diferença entre essa qualificação e o temperante de 1 Tm 3:2. Aparentemente Paulo usou uma palavra que é um sinônimo, mas a intenção era a mesma. O presbítero é alguém controlado, capaz de se refrear, se dominar. Como dizem Rienecker e Rogers, "significa completo auto-domínio, que controla todos os impulsos apaixonados e mantém a vontade leal à vontade de Deus".
Próximo Artigo: Justo

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho




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Qualificações dos Presbíteros: Não Neófito 18

>> domingo, 11 de dezembro de 2011

não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. 1 Tm 3:6

Introdução

Esta é mais uma qualificação que só aparece na lista de Timóteo. Aparentemente, não faria sentido querer convertidos antigos nas igrejas de Creta (da carta de Tito) porque estas eram todas igrejas muito novas. Aparentemente a utilização de presbíteros novos na fé é algo que chegou a ser feito circunstancialmente (At 14:23), mas não é o ideal do Senhor. Presbíteros devem ser homens relativamente maduros na fé.

Grego

Em 1 Timóteo νεοφυτοζ - neophutos

Strongs
- recentemente plantado, recém convertido, neófito (alguém que tenha recentemente se tornado um Cristão)

Rienecker e Rogers
recém-plantado, novo convertido, neófito

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.
Nova Versão Internacional(NVI)Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o Diabo.
Almeida Revista e Corrigida(ARC)não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)O bispo não deve ser alguém convertido há pouco tempo; se for, ele ficará cheio de orgulho e será condenado como o Diabo foi.
Tradução Brasileira(TB)não neófito, para que não suceda que, inchado de soberba, caia na condenação do Diabo.

Comentários

Broadman – Uma pessoa que tem tamanha responsabilidade como a de administrar uma igreja não pode ser um novo convertido. Em outro lugar (5:22) Paulo alerta Timóteo contra ordenações precipitadas. (...) A igreja em Éfeso já devia ter mais de dez anos na época que Paulo escreveu. Ele não fez essa mesma exigência para Creta, que era supostamente uma nova missão. O perigo em um neófito, Paulo assevera, é que a coisa pode "subir à cabeça". O resultado seria que ele cairia na condenação do diabo. Essa frase difícil pode significar (1) que ele sofrerá o mesmo julgamento que o diabo sofreu quando ele se encheu de arrogância, isto é, expulsão do céu, ou (2) que ele será posto nas mãos do diabo para julgamento como ocorreu com Jó, ou (3) que ele está criticado por um caluniador, outro significado da palavra diabo. Favorecer a segunda posição é o sentido mais claro da próxima sentença (v. 7). A terceira interpretação é improvável no contexto.
D. A. Carson Somos informados no verso seis, que ele "não deve ser neófito", para que não seja inchado com orgulho, fazendo com que a queda dele seja ainda maior. Promoção rápida, normalmente, significa desastre; ele cai sob a mesma condenação que o diabo; já que este elevou-se a si mesmo em orgulho contra Deus. Mas esta é, não obstante, uma categoria relativa. Por exemplo, no livro de Atos, Paulo sai pelo que hoje é o sul da Turquia e planta várias igrejas lá, e então, no retorno, ele designa presbíteros em cada lugar. Não há como esses cristãos terem sido crentes por mais que alguns meses; isso é o que a cronologia exige quando Paulo designa presbíteros em cada lugar. Seria impróprio designar tais pessoas como presbíteros na Igreja Batista Capitol Hill. Essa igreja é formada, em parte, por cristãos que são crentes há muito tempo, com muita experiência.

Eu fui criado no Canadá francês, e durante os anos difíceis, tão recentes quanto 1972, em uma população de 6,5 milhões de pessoas, havia um total de cerca de trinta e cinco igrejas evangélicas. Apenas uma ou duas delas tinham mais de trinta ou quarenta pessoas em uma manhã de domingo. Eram trabalhos pequenos, principalmente apoiados por dólares canadenses ingleses. Então, entre 1972 e 1980, essas trinta e cinco igrejas cresceram para aproximadamente quinhentas - em oito anos. Algumas dessas igrejas tinham centenas de pessoas. Eu fui pregar em uma igreja no Canadá francês e descobri que não havia uma única pessoa no local que tinha sido cristão por mais de dezoito meses. Nesse tipo de situação, os presbíteros eram as pessoas que tinham sido cristãos durante dezesseis ou dezoito meses, porque eles eram mais velhos no Senhor do que qualquer outra pessoa na igreja. Assim, naquele tipo de expansão missionária, "não neófito" significa algo relativamente diferente do que significa em uma igreja estabelecida há tempo. Ainda assim, "não neófito" é um princípio importante, mesmo que tenha que ser aplicado de diversas maneiras.
Jamieson, Fausset e Brown a pessoa recém-convertida. Isso prova que a igreja de Éfeso já estava agora estabelecida há algum tempo. A ausência desta regra na Epístola a Tito, está de acordo com a plantação recente da igreja em Creta. Grego - "neófito", literalmente: "uma planta jovem"; exuberantemente verde (Rm 6:5; 11:17; 1 Co 3:6). O jovem convertido ainda não foi disciplinado e amadurecido por aflições e tentações. Contraste com At 21:16, "velho discípulo".
João Calvino –Não um noviço. Havia muitos homens de habilidade e erudição distintos que foram trazidos à fé naquele tempo. Paulo proíbe que tais pessoas sejam admitidas ao ofício de bispo assim que eles fizessem uma profissão do cristianismo. E ele indica quão grande seria o perigo; pois é evidente que eles são geralmente vãos, e cheios de ostentação, e, em conseqüência disso, arrogância e ambição os dirigirão apressadamente. O que Paulo diz nós experimentamos: porque "noviços" não só tem fervor impetuoso e ousadia corajosa, mas também são cheios de uma confiança tola, como se eles pudessem voar além das nuvens. Por conseguinte, não é sem razão que eles estão excluídos da honra de um bispado, até que, no decorrer do tempo o temperamento orgulhoso deles seja subjugado.

Para que não caia na condenação do diabo. O julgamento ou condenação do diabo pode ser interpretado de três modos; porque alguns acham que diabolos aqui significa Satanás; e outros, que significa caluniadores. Eu dou preferência para a primeira; porque raramente acontece que "julgamento" significa calúnia. Mas novamente, "o julgamento de Satanás" pode ser tomado tanto ativamente quanto passivamente. Este segundo sentido é adotado por Crisóstomo, com quem eu concordo de boa vontade de que há um contraste elegante, que acentua a enormidade do caso: "Aquele que é colocado sobre a igreja de Deus e cai, por seu orgulho, cai na mesma condenação do diabo". Contudo eu não rejeito o significado ativo, qual seja, que ele dará ocasião ao diabo de acusá-lo. Mas a opinião de Crisóstomo está mais correta.
John Gill Ou alguém plantado recentemente, a versão arábica acrescenta: "na fé"; não significando um homem jovem, porque isso o próprio Timóteo era; mas um novo adepto e membro de igreja; um que chegou recentemente ao conhecimento da verdade e há pouco abraçou e professou a fé e tornou-se um membro da igreja, uma nova planta ali (...) A razão por que tal pessoa não deveria ser bispo, presbítero ou pastor de uma igreja, é "para não suceder que se ensoberbeça" - pela dignidade do ofício em que ele é colocado e a opinião elevada dos homens e os grandes dons que o qualificam para tal posição, que supõe-se que ele tem; porque o orgulho por causa disso tudo pode se infiltrar e avolumar-se e exaltar as mentes especialmente de adeptos jovens; de forma que há o perigo dele "incorrer na condenação do diabo", ou "do maldizente", como a palavra é traduzida em 1 Tm 3:11 e o sentido é então, que ele não deveria ser censurado e condenado por aqueles que são dados à calúnia e detração e que ficam felizes por qualquer oportunidade de repreender e vilificar os ministros da palavra. Mas é melhor entender que está se referindo a Satanás; e então o significado é, para que não caia sob a censura e condenação do acusador dos irmãos; ou então para que não ele entre na mesma condenação e castigo em que o diabo caiu, seus crimes sendo semelhantes. Porque parece conseqüentemente que o orgulho foi o primeiro pecado do diabo e a causa da apostasia dele de Deus; sendo soberbo com o seu próprio conhecimento, força e dignidade; e não podendo suportar, que a natureza humana pudesse ser colocada acima dos anjos.
John MacArthur Colocar um novo convertido em uma posição de liderança o levará a ser tentado pelo orgulho. Presbíteros, portanto, devem ser tirados dos homens espiritualmente maduros da congregação. cair na condenação do diabo - A condenação de Satanás ocorreu devido ao orgulho por sua posição. Isso resultou na sua queda da honra e autoridade (Is 14:12-14; Ez 28:11-19; cf. Pv 16:18). O mesmo tipo de queda e julgamento poderia facilmente ocorrer com um novo e frágil crente posto em uma posição de liderança espiritual.
Matthew Henry Ele não deve ser um noviço, alguém recentemente trazido à religião cristã ou alguém que é apenas mediocremente instruido nela, que não sabe sobre a religião do que a superfície dela, porque tal pessoa está sujeita a exaltar-se com orgulho. Quanto mais ignorantes os homens forem, mais orgulhosos serão. Para que não, ensoberbecendo-se com orgulho, ele caia na condenação do diabo. Os demônios caíram por orgulho o que é boa razão por que nós deveríamos prestar atenção no orgulho, porque é um pecado que transformou anjos em demônios.
New American Commentary –O termo "novo convertido" quer dizer ser "recém-plantado", ou seja, recentemente convertido. A condição de ser um noviço tem mais a ver com a idade espiritual do que com a idade cronológica. Igrejas não puderam levar a cabo a proibição de usar um novo convertido nos primeiros anos de suas existências. Só os primeiros convertidos poderiam assumir o ofício onde o evangelho tinha aparecido recentemente (Atos 14:23). Por fim seria importante selecionar líderes com suficiente maturidade para evitar as armadilhas do orgulho. O perigo de designar um recém-convertido para uma posição de liderança é que ele pode se tornar uma vítima da vaidade que vem com a importância da sua nova posição. Ser "arrogante" (typhoo) significa ser cego. O orgulho em uma posição proeminente produz uma cegueira que embota a vigilância espiritual.

A referência a cair "sob o mesmo julgamento que o diabo" é traduzida literalmente do grego como "o julgamento do diabo". Essa frase literal tem duas interpretações diferentes possíveis. Pode referir-se ao julgamento que o diabo recebe ou o julgamento que o diabo causa. A tradução da NVI sugere que a primeira interpretação é preferível. A tradução da Nova Bíblia em Inglês ("um julgamento tramado pelo diabo") reflete a segunda interpretação. Fee segue a primeira interpretação, sugerindo que o julgamento é aquele dado ao diabo pela morte e ressurreição de Cristo (cf. Apocalipse 12:7.17; 20:7.10). Porém, Kelly mostra que esta interpretação não nos prepara para o papel do diabo colocando uma armadilha no v. 7. Naquele versículo Paulo descreve Satanás como fixando uma armadilha para o bispo imprudente. Parece melhor tomar as referências em ambos os versos 6 e 7 como condenações ou armadilhas espirituais que Satanás causa. Pessoas orgulhosas ficarão cegas para o trabalho de Satanás e cairão em derrota, dificuldades e ruína (cf. 1 Tim 6:9, onde Paulo descreveu a progressão de cair, ficar preso a ciladas, e se afogar). Esta é uma condenação que Satanás pode infligir em líderes espiritualmente insensíveis. Embora a negação de Cristo por Pedro não tenha sido por causada por orgulho, ela exibiu uma arrogância e vaidade que vieram da cegueira diante da obra de Satanás ( Mt 26:30-35).
William MacDonald Um recém-convertido ao cristianismo ou alguém imaturo na fé esta desqualificado para a função de bispo. O trabalho requer homens com experiência e entedimento na fé. O perigo é um principiante se ensoberbecer e incorrer na mesma condenação do diabo. Condenação do diabo significa não o julgamento que Satanás acarreta ao homem, mas o que recai sobre o próprio Satanás por causa de seu orgulho. Ele procurou uma alta posição para a qual não estava qualificado, e, como conseqüência, foi rebaixado.

Conclusão

É um verdadeiro perigo colocar homens que são novos na fé ou que, como nos lembra Matthew Henry, mesmo com muito tempo de igreja nunca deixaram de ter um entendimento superficial da fé. Todo líder corre o risco de cair na armadilha do orgulho, mas com neófitos isso é praticamente certo que acontecerá. Há necessidade, portanto, de avaliar a maturidade cristã geral do candidato a presbítero para que não se imponha as mãos sobre ele precipitadamente (1 Tm 5:22), trazendo grave risco para a vida do irmão e para toda a igreja.

Fica claro nos comentários acima que nunca houve pleno acordo quanto à condenação do diabo (se é voz ativa ou passiva). Parece prudente ficar com a opinião de Calvino. De qualquer maneira, fica bem clara a gravidade da situação, independentemente da interpretação.
Próximo Artigo: Domínio de Si.

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho



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Qualificações dos Presbíteros: Bom Testemunho dos de Fora 17

>> sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. 1 Tm 3:7

Introdução

Esta qualificação só aparece na lista de Timóteo e está ligada ao testemunho do presbítero. Não há muito o que comentar aqui. A qualificação é praticamente auto-explicativa.

Grego

Em 1 Timóteo testemunho - μαρτυρια - marturia / de fora - εξοτθεν - exothen

Strongs
- testemunho - o que alguém testifica, testemunho / de fora - de fora, exterior

Rienecker e Rogers
- de fora - de fora, um termo para incrédulos (v. 1 Ts 4:12; Cl 4:5)

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo
Nova Versão Internacional(NVI)ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo
Almeida Revista e Corrigida(ARC)tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)seja respeitado pelos de fora da Igreja, para que não fique desmoralizado e não caia na armadilha do Diabo
Tradução Brasileira(TB)tenha bom testemunho dos que são de fora, para que não caia no opróbrio e no laço do Diabo

Comentários

Broadman – A missão da igreja depende da boa reputação dos seus membros, especialmente seus líderes. Uma reputação ruim deixa o líder à mercê do opróbrio e laço do diabo.
D. A. Carson (-)
Jamieson, Fausset e Brown daqueles gentios ainda não convertidos ao redor (1 Co 5:12 Col 4:5 1 Ts 4:12), para que eles possam ser o mais prontamente ganhos para o Evangelho (1 Pe 2:12), e que o nome de Cristo possa ser glorificado. Nem mesmo a vida pregressa de um bispo deveria estar aberta a repreensão.
João Calvino –Isto parece ser muito difícil, para que um homem religioso deva ter, como testemunhas da integridade dele, infiéis que estão furiosamente loucos para contar mentiras contra nós. Mas o que o apóstolo quer dizer que, tanto quanto se pode verificar em relação ao comportamento externo, até mesmo os incrédulos são constrangidos a reconhecer que ele é um bom homem; Já que, embora eles infundadamente caluniem todos os filhos de Deus, contudo eles não podem declarar que é um homem mau aquele que conduz uma vida boa e inofensiva no meio deles. Tal é o reconhecimento de retidão que Paulo aqui descreve.
John Gill Quer dizer, "fora da igreja", como está na versão arábica; para que homens maus, apesar de não gostarem dos princípios e profissão de ministros piedosos e menosprezarem o ofício deles, não possam senão falar bem da vida e conversação decente deles. E esta parte do caráter deles é necessária para que possam convidar as pessoas a ouvi-los e recomendar o ministério deles para elas. (...) para que não caia em opróbrio, na repreensão de homens, não só do mundo, mas dos que professam a religião, que podem ser hábeis em censurá-lo por seus pecados passados, especialmente aqueles que podem cair sob as censuras dele, advertências e reprovações que por este meio se tornarão em grande medida inúteis e ineficazes.
John MacArthur Um líder na igreja deve ter uma reputação incontestável na comunidade não crente, mesmo que as pessoas ali discordem com suas posições morais e teológicas. Como ele poderia ter um impacto espiritual naqueles que não o respeitam? Cf. Mt 5:48; Fp 2:15.
Matthew Henry Ele deve ter boa reputação entre os seus vizinhos, e não estar sob nenhuma reprovação por comportamentos anteriores; porque o diabo fará uso disso para enlaçar outros e operar neles uma aversão pela doutrina de Cristo pregada por aqueles que não tiverem um bom registro de vida.
New American Commentary –Um líder de igreja efetivo precisa ter o respeito de até mesmo do mundo não salvo. Se o comportamento do líder não apresentar um testemunho respeitável, o diabo pode apanhar a igreja em uma armadilha tornando os de fora desconfiados em crer no evangelho.
A "boa reputação" é literalmente um "bom testemunha". Este é um apelo para que o líder de igreja tenha um bom nome e posição na comunidade mais ampla. A menção do nome do líder não deveria causar escárnio entre os oponentes do evangelho. O comportamento do líder deveria prover um exemplo de integridade e compromisso com o evangelho que ele professa.
Os de fora são aqueles que não creem no evangelho. Os instintos morais de pessoas de fora iluminadas são sãos e merecedores de respeito. Cristãos não devem ignorar tais opiniões ao avaliar o caráter de um líder potencial.
O "opróbrio" pode ser aquela reprovação que os de fora trazem sobre cristãos professos que desonram o cristianismo pela desobediência. Satanás usa tal opróbrio para apanhar as suas vítimas. Se o bispo tiver uma reputação ofensiva para com o mundo não salvo, ele e a igreja inteira entrarão em opróbrio. Paulo declarou que tal opróbrio é uma armadilha colocada pelo diabo. Quando os líderes de igreja vivem de tal modo que os estranhos não salvos recusam escutar a mensagem deles, o diabo claramente atraiu os crentes para uma armadilha. Os cristãos têm que perceber que os incrédulos examinam as ações deles com um holofote à procura de falhas. O apelo de Paulo é para que líderes de igreja não dêem nenhuma oportunidade genuína para que incrédulos os acusem.
William MacDonald O bispo é um homem que deve ter bom testemunho na comunidade. Aqueles que estão de fora é uma referência aos não-cristãos. Sem esse bom testemunho, ele se torna sujeito às acusações dos homens e opróbrio do diabo. Essas acusações podem vir tanto de cristãos como de não-cristãos. O opróbrio do diabo é uma armadilha de Satanás para aqueles que não vivem em concordância com suas confissões. Quando Satanás captura homens em sua armadilha, ele os aprisiona para ridicularizar, escarnecer e desprezar.

Conclusão

O presbítero precisa ser alguém irrepreensível não só dentro da igreja, mas também fora dela. As pessoas que o conhecem fora da igreja devem, como disse Calvino, "reconhecer que ele é um bom homem", mesmo que não gostem dele e até nutram uma inimizade contra ele por causa do Evangelho. Homens que são mal vistos pelas pessoas incrédulas, em seu caráter e comportamento, não servem para serem líderes na igreja do Senhor.
Próximo Artigo: Não seja neófito

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho 

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Qualificações dos Presbíteros: Filhos sob Disciplina 16

>> quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito 1 Tm 3:4
alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Tt 1:6

Introdução

Pode parecer estranho que tenhamos agrupado os textos de Tito e Timóteo em uma única qualificação, já que a epístola a Tito, na maioria das versões em português (a Almeida Revista e Corrigida é uma exceção), parece exigir que o presbítero tenha filhos crentes. Isso seria uma outra qualificação, diferente de "filhos sob disciplina". Entretanto, consideramos que os textos são paralelos entre si e que a Escritura interpreta a Escritura. O adjetivo pistas, pode ser traduzido como crentes ou como fiéis. O grego não ajuda em nada aqui. Mas o cruzamento dos dois textos indica que a interpretação correta é a segunda. Para uma discussão mais elaborada desse ponto veja o artigo de Justin Taylor publicado aqui no bomcaminho.

A maioria dos comentaristas não fez essa conexão e acabou com a incômoda situação em que os presbíteros de Creta (da carta a Tito) precisavam ter filhos crentes, mas os de Éfeso(da carta a Timóteo) não precisavam. Faltou dar uma atenção à Bíblia como um todo na hora de fazer a exegese. John Gill viu, com razão, o problema teológico da participação humana na salvação. Um prato cheio para o pensamento arminiano, mas completamente inadequado na teologia reformada. A possível interpretação, aventada por MacArthur (um dos poucos que percebeu o problema) é, no mínimo curiosa, e fica a dúvida de onde ele tirou essa interpretação? Veja abaixo.

Grego

Em 1 Timóteo - disciplina - υποταγη - hupotage; respeito - υποταγη - semnotes
Em Tito - crentes - πιστοζ - pistos; acusados - κατηγορια - kategoria; dissolução - ασωτια - asotia; insubordinados - ανυποτακτοζ - anupotaktos

Strongs
- (Tm) disciplina - ato de sujeitar, obediência, sujeição; respeito - característica de algo ou pessoa que dá o direito à reverência e respeito, dignidade, majestade, santidade / (Tt) crentes - verdadeiro, fiel, de pessoas que mostram-se fiéis na transação de negócios, na execução de comandos, ou no desempenho de obrigações oficiais, aquilo que em que se pode confiar, que crê, que confia; dissolução - vida dissoluta, descontrolada, desperdício, prodigalidade ; insubordinados - não submisso, que não pode se sujeitado ao controle, desobediente, insubordinado, teimoso

Rienecker e Rogers
- (Tm) sob disciplina - submissão; respeito - dignidade / (Tt) acusados - acusação; dissolução - incapaz de guardar dinheiro, alguém que desperdiça seu dinheiro, especialmente com a implicação de fazê-lo em prazeres, arruinando, desse modo, a si mesmo, vida luxuriosa, extravagante, dissolução;

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)(Tm) criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito / (Tt) que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados
Nova Versão Internacional(NVI)(Tm) tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade / (Tt) tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão.
Almeida Revista e Corrigida(ARC)(Tm) tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia / (Tt) que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)(Tm) saber educar os seus filhos de maneira que eles lhe obedeçam com todo o respeito / (Tt) os seus filhos devem ser cristãos e não ter fama de maus ou desobedientes
Tradução Brasileira(TB)(Tm) tendo seus filhos em sujeição com todo o respeito / (Tt) tendo filhos crentes que não são acusados de dissolução nem são insubordinados

Comentários

Broadman –O comportamento dos seus filhos fornecem um instrutivo teste, ou seja, se eles são submissos e respeitosos de todas as formas. Antigos códigos cristãos de conduta ensinavam a submissão e obediência dos filhos (cf. Cl 3:20; Ef 6:1ss.). Mas Paulo não advoga a intimidação como meio para mantê-los na linha. Ele instrui os pais a não provocarem seus filhos, "para que não fiquem desanimados" (Cl 3:21). Disciplina na família é construída sobre o amor ágape. Assim também é com a disciplina na igreja.
D. A. Carson Isso significa que os filhos de um presbítero devem ser cristãos devotos? Há uma passagem no segundo parágrafo que eu li no começo desta palestra (veja Tito 1:6-9) que é usada algumas vezes para apoiar essa visão. Eu penso que a tradução da NVI é ruim. A NVI traduz Tito 1:6 como "É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão". Isso significa que os filhos de todo líder devem ser cristãos? E se você responder que sim, então a partir de que idade? Dois? Cinco? Dezessete? Na realidade, o termo particular que é usado aqui, "tem que acreditar", é um adjetivo que em muitos lugares é traduzido como "deve ser fiel". E na verdade, em listas de virtudes sociais do primeiro século, onde são arroladas características morais, a palavra sempre tem essa força. Eu penso que o que o texto está dizendo não é que as crianças devem ser salvas - afinal de contas, graça não é algo que corre nos genes - mas que ao fim do dia, elas devem ser fiéis, não indomáveis ou profundamente desobedientes.

O versículo não significa que os filhos dos ministros são perfeitos e sem pecado. Não significa que eles não podem fazer algumas coisas bem estúpidas e imorais. A verdadeira pergunta é, como a família está sendo conduzida? Que tipo de disciplina é imposta? Que tipo de encorajamento ocorre lá? E como essas forças se refletem no caráter, na fidelidade, das crianças? Certamente o texto não significa que quando os filhos deixaram a casa e se tornaram adultos e estão fora da esfera de autoridade de seus pais - quando eles não tem mais nenhum controle sobre os filhos - que todos eles devam ser crentes fortes e admiráveis, com nada de publicamente errado com suas vidas, ou então seu pai será desqualificado para o ministério vocacional. Até mesmo enquanto eles ainda são crianças e vivendo na casa dele, o que é exigido não é nem conversão, nem perfeição, mas o tipo de disciplina paterna que produz crianças "fiéis". Deve haver algo daquele pouco encontrado dom, o bom senso cristão, e graça, tato, disciplina e encorajamento, e às vezes um puxão de orelha e outras vezes talvez uma administração da "vara da educação" e do "assento do aprender", isso produz filhos "fiéis". Tal combinação entre moldar e disciplinar é importante porque isso também é requerido na liderança da igreja. Se você não é capaz de fazer isso em casa certamente não pode fazê-lo na igreja. Se ficar óbvio que o homem perdeu o controle dos seus filhos dependentes completamente; se as crianças têm treze anos e são os terrores do bairro; o homem é desqualificado para o ministério público na igreja. Isso é o que o texto diz.
Jamieson, Fausset e Brown tendo filhos fiéis, ou seja, filhos crentes. Aquele que não pode trazer seus filhos à fé, como poderá trazer outros?
João Calvino –(Tm) criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. O apóstolo não recomenda um homem inteligente e profundamente qualificado em assuntos domésticos, mas um que aprendeu a governar a família através de saudável disciplina. Ele fala principalmente de filhos, de quem se espera que possuam a disposição natural de seu pai; e portanto será uma grande desgraça para um bispo, se ele tem filhos que levam uma vida má e escandalosa. Sobre esposas, ele falará depois; mas no momento, como eu disse, ele olha para a parte mais importante de uma casa. Na epístola a Tito (Tt 1:6) ele mostra qual é significado da palavra reverência; porque, depois de ter dito que os filhos de um bispo não devem ser incontroláveis e desobedientes, ele acrescenta da mesma forma: "não são acusados de dissolução, nem são insubordinados". Ele quer dizer então, em uma palavra, que os padrões de conduta deles devem ser regidos por toda a pureza, modéstia e seriedade.

(Tt) que tenha filhos crentes. Já que é requerido de um pastor que tenha prudência e seriedade, é apropriado que essas qualidades sejam exibidas na sua família; porque como poderá o homem que não consegue governar sua própria casa, governar a igreja? Além disso, não só o próprio bispo deve ser livre de repreensão, mas sua família inteira deveria ser um tipo de espelho de disciplina pura e honrada; por isso, na Primeira Epístola a Timóteo, ele não menos estritamente orienta as esposas quanto ao que elas deveriam ser. Primeiro, ele exige que as crianças sejam "crentes"; de onde é óbvio que eles foram educados na sã doutrina da piedade, e no temor do Senhor. Em segundo lugar, que eles não fossem apegados ao luxo, que eles fossem conhecidos por terem sido educados na temperança e frugalidade. Em terceiro lugar, que eles não fossem desobedientes; porque aquele que não pode obter de seus filhos qualquer reverência ou sujeição, dificilmente será capaz de conter o povo pela rédea de disciplina.
John Gill (Tm) Mantendo um bom decoro em sua família; exigindo que seus filhos observem suas ordens, e especialmente os mandamentos da Palavra de Deus; e não como Eli, que não usou sua autoridade, ou impôs suas ordens sobre seus filhos, nem restringiu-os do mal, ou severamente censurou-os por seus pecados, mas negligenciou-os, e foi muito manso e gentil com eles (1 Sm 2:23; 3:13) mas como Abraão, que não apenas ensinou, mas liderou seus filhos e sua casa, para que se mantivessem nos caminhos do Senhor (Gn 18:19) e assim devem agir aqueles que ocupam um ofício como este que é descrito aqui; e eles não devem apenas governar bem suas famílias, presidir sobre elas, tomar a frente delas, e ser exemplo para elas, e manter seus filhos em obediência e sujeição; mas isso tudo deve ser feito "com todo respeito": não apenas no chefe da família, mas nos filhos; que como é seu pai, ou pelo menos deveria ser, deveriam ser criados e estar acostumados com seriedade nas palavras e nas vestimentas; e em toda sua conduta e conversação. Deve-se observar que isso vai contra os papistas, que proíbem o casamento aos ministros do Evangelho.

(Tt) Tendo filhos fiéis; filhos legítimos, nascidos no casamento legítimo, no mesmo sentido que eles são chamados piedosos e santos em Ml 2:15 e 1 Co 7:14 porque por filhos fiéis ele não pode estar se referindo a filhos convertidos, ou verdadeiros crentes em Cristo; porque não está no poder do homem fazer seus filhos tornarem-se convertidos; e eles não serem não pode ser uma objeção a eles se tornarem presbíteros, se de outra forma estão qualificados; a frase pode significar, no máximo, que eles devem ter sido criados na fé, nos princípios, doutrinas e caminhos do cristianimso, ou na disciplina e na admoestação do Senhor.
Não acusados de dissolução; ou não passíveis de acusação de pecados de impureza e intemperança, de arrumar confusão e bebedice, impudicícia e dissolução; ou daqueles crimes que os filhos de Eli eram culpados, dos quais eles não eram restringidos por seus pais, e por isso o sacerdócio foi removido da família; ou incontroláveis, não sujeitos, mas desobedientes aos seus pais.
John MacArthur (Tm) "Submissão" - um termo militar referindo-se a soldados enfileirados sob a autoridade de alguém. Os filhos de um presbítero devem ser crentes (veja nota em "fiéis" em Tito 1:6), bem comportadas e respeitáveis. (Tt) "Fiéis" - "fiéis" sempre é usado no Novo Testamento para crentes e nunca para descrentes, portanto, refere-se aqui que possuem fé salvífica em Cristo e a demonstram em sua conduta. Como 1 Timóteo 3:4 requer os filhos a estarem em submissão, pode estar sendo dirigido a filhos pequenos em casa, enquanto este texto aponta para os que já são mais velhos. "não são acusados de dissolução, nem são insubordinados" - dissolução significa libertinagem, sugerindo novamente, que a referência é a filhos crescidos. Insubordinação contém a idéia de rebelião ao Evangelho. Aqui, o presbítero demonstra a sua habilidade de conduzir sua família à salvação e santificação (veja 1 Tm 3:4,5) um pré-requisito essencial para liderar a igreja.
Matthew Henry (Tm) Pastores devem ter seus filhos em sujeição; então é dever dos filhos de pastores submeterem-se às ordens que lhes são dadas - com todo o respeito. O melhor modo de manter subalternos em sujeição, é ser sério com eles. Não tendo seus filhos em sujeição com toda a severidade, mas com toda a seriedade.

(Tt) E, quanto aos filhos dele, tendo filhos fiéis, obedientes e bons, criados na verdadeira fé cristã e vivendo de acordo com ela, pelo menos até onde o empenho dos pais pode ajudar. É para a honra dos ministros que os seus filhos sejam fiéis e piedosos, como convém à religião deles. Não acusados de baderna, nem incontroláveis, não acusados disso com justiça, como tendo dado espaço e ocasião para isso, porque caso contrário o mais inocente pode ser acusado falsamente dessa forma; eles devem cuidar, portanto, para que não haja nenhuma razão para tal censura. Filhos tão fiéis, obedientes e moderados, serão um bom sinal de fidelidade e diligência no pai que os educou e instruiu assim; e, pelo menos diante da fidelidade dele, pode haver encorajamento para comissioná-lo a algo maior, a direção e governo da igreja de Deus.
New American Commentary –(Tm) Para que o pai trate de fazer com que seus filhos o obedeçam não há necessidade de força excessiva ou severidade. Exige primariamente um caráter e tipo de disciplina que desenvolve um respeito natural. (...) A tradução da NVI trata a frase "com todo respeito" como uma descrição da forma da obediência dos filhos. É melhor traduzir o termo "respeito" com a palavra "seriedade" e usá-la como uma descrição da forma da disciplina do bispo sobre seus filhos. A tradução de Williams apresenta a idéia de que ele "administra bem a própria casa, com perfeita seriedade e mantém seus filhos sob controle". A passagem assume que o líder seja casado mas não exige que seja. Não exige que o líder casado tenha filhos. Se ele tiver, elas devem ser crianças obedientes que refletem uma hábil mistura de autoridade e compaixão no treinamento delas.

(Tt) O segundo aspecto da vida da família do potencial presbítero diz respeito aos seus filhos, especificamente a sua fé e conduta pessoal. Paulo declarou que o presbítero deveria ser alguém que "tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados". As qualificações relativas aos filhos do presbítero em Tito 1:6 e 1 Tim 3:4 são semelhantes já que ambos requerem que os filhos sejam bem comportados e obedientes. Entretanto, a adição de "filhos crentes" em Tito faz esta condição ainda mais estrita. Esta exigência adicional de que o presbítero é capaz de influenciar os seus próprios filhos para tornarem-se cristãos demonstra a convicção de Paulo de que a liderança espiritual efetiva em casa sugere a probabilidade de liderança espiritual efetiva na igreja. O ancião não só deve ser um bom pai como pode ser visto refletido no comportamento dos seus filhos, mas ele também deve ser um pai espiritual como refletido no compromisso espiritual dos filhos dele.
William MacDonald (Tm) Essa qualificação se aplica aos filhos que moram em casa. Depois que eles saem e começam a formar a própria família, a oportunidade de demonstrar essa disciplina, ou sujeição, segundo outras versões (NVI), não é a mesma. Se o homem governa bem a própria casa, evitará os extremos, ou seja, o rigor exagerado e a mansidão sem justiça.

(Tt) Mais do que a maioria de nós queira admitir, a Bíblia torna os pais responsáveis pela maneira de seus filhos se comportarem (Pv 22:6). Quando uma família é bem governada e bem instruída na Palavra de Deus, os filhos geralmente seguem o exemplo piedoso dos pais. Embora não possa determinar a salvação de seus filhos, o pai pode preparar o caminho do Senhor pela instrução categórica na palavra, pela disciplina com amor e evitando a hipocrisia e a inconsistência na própria vida.
Se os filhos são esbanjadores e rebeldes contra a autoridade paterna, as Escrituras atribuem a responsabilidade ao pai. A culpa é de sua indulgência e permissividade. Se ele não pode governar bem a própria família, é improvável que venha a ser um presbítero adequado, uma vez que se aplicam os mesmos princípios nos dois casos (1 Tm 3:5).
Há uma dúvida sobre se essa exigência referente aos filhos crentes se aplica somente aos que estão em casa sob a autoridade paterna ou se inclui os que já saíram de casa. Somos partidários do primeiro ponto de vista, lembrando, contudo, que a formação dada no lar é uma das principais determinantes do caráter definitivo.

Conclusão

Portanto, o presbítero tem filhos sob disciplina. Ele é alguém que tem autoridade na sua casa. Autoridade verdadeira, advinda do governo com amor. Os filhos são obedientes, respeitosos, bem comportados, ajuizados. Se são crentes ou não é algo que homem nenhum pode determinar (Jo 1:12,13). O certo é que devem ter sido criadas como crentes, "na disciplina e admostação do Senhor" (Ef 6:4). O novo nascimento é algo que só o Senhor pode dar. A interpretação de Jamieson, Fausset e Brown chega a assustar: "aquele que não pode trazer seus filhos à fé, como poderá trazer outros?".

De qualquer forma, há muito para se observar nos filhos do potencial presbítero. Não creio que isso esteja sendo levado suficientemente a sério. Há um número grande de adjetivos positivos e negativos que devem ser checados nas vidas dos filhos do presbítero. E isso pode não estar sendo feito nesses dias de grande omissão dos pais na educação dos filhos. Fica a dúvida quanto a homens que não tem filhos (casal é estéril) e quanto ao fato dos filhos estarem ou não morando em casa ainda. Deve-se avaliar um homem de 40 anos como filho para verificar a possibilidade ou não do pai de 65 ser presbítero? Essa é uma pergunta bem interessante. Minha impressão é a mesma de MacDonald: só se avalia os filhos que estão em casa, sob a autoridade do pai.

Próximo Artigo: Bom Testemunho dos de Fora

Tradução (onde necessário): Juliano Heyse

Fonte: O Bom Caminho

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